sábado, 23 de março de 2013

Papa Francisco

Novo papa é o argentino Jorge Mario Bergoglio: papa Francisco

O papa Francisco aparece no balcão central da Basílica de São Pedro pela primeira vez como Sumo Pontífice Foto: APO papa Francisco aparece no balcão central da Basílica de São Pedro pela primeira vez como Sumo PontíficeFoto: AP

Vestido inteiramente de branco, ele apareceu no balcão da basílica às 20h22 (16h22), cerca de 1h20 depois da fumaça branca que anunciou. Em seguida, falando em italiano, ele se dirigiu os fiéis reunidos na Praça São Pedro. "Irmãs e irmãos, boa noite", foram as primeiras palavras de Bergoglio como papa. O cardeal protodiácono francês Jean-Louis Tauran anunciou na noite desta quarta-feira que o cardeal argentino Jorge Mario Bergoglio, 76 anos, é o novo papa da Igreja Católica. Tauran apareceu às 20h14 (16h14) no balcão central da Basílica de São Pedro, no Vaticano, e proferiu a tradicional frase Habemus Papam, anunciando na sequência o novo líder da Igreja Católica. Ele escolheu o nome de Francisco, alcunha que jamais fora usada.
Ele pediu uma oração em nome do Papa Emérito Bento XVI e conduziu o "Pai Nosso", reproduzido em coro pela multidão de fiéis. 
Bergoglio nasceu em 1936 em Buenos Aires. Ele foi nomeado cardeal em 2001 por João Paulo II e atualmente era o arcebispo da capital argentina. O novo papa não estava entre os principais cotados por especialistas, nem por casas de apostas. Ele é o primeiro papa sul-americano. O nome Francisco é uma homenagem a São Francisco de Assis. 
Jorge Bergoglio, 76 anos, tem origem jesuíta e ficou conhecido por haver sido responsável na América Latina pela redação do documento sobre o segredo de Aparecida. Figura controvertida no cenário argentino, ele se destaca por sua forte personalidade e pelo afrontamento declarado à atual força política do país, o Kirchnerismo.
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Após quatro votações inconclusivas em pouco menos de 24 horas, a fumaça branca apareceu às 19h05 (15h05, de Brasília) desta quarta-feira ao fim do quinto escrutínio, para a alegria e emoção da multidão reunida. 
Entre a fumaça e o anúncio do nome do eleito, um período que durou mais de uma hora, o público celebrou e entoou coros de "viva, o Papa". A multidão também reagiu intensamente quando uma banda executou o hino italiano dentro das dependências da praça. 
O Conclave
O cerimonial do Conclave papal iniciou na manhã de terça-feira (dia 12), com a realização damissa Pro Eligendo Papa. Na parte da tarde, os 115 cardeais se reuniram na Capela Sistina e prestaram, um por um, juramento de manter segredo durante a duração do processo eleitoral. Em seguida, as portas foram fechadas. Às 19h42 (15h42 de Brasília), a primeira fumaça negra foi expelida, indicando que o primeiro dia acabava sem que um papa fosse escolhido.
Fiéis presentes na Praça São Pedro, no Vaticano, comemoram anúncio de novo papa depois que a chaminé da Capela Sistina soltou a fumaça branca Foto: ReutersFiéis presentes na Praça São Pedro, no Vaticano, comemoram anúncio de novo papa depois que a chaminé da Capela Sistina soltou a fumaça brancaFoto: Reuters
Os cardeais retomaram a votação por volta das 9h30 (5h30) desta quarta-feira. Por volta das 11h40 (7h40), a chaminé voltou a expelir fumaça negra, o que significa que um consenso não foi alcançado nas duas votações do turno da manhã. Os cardeais voltaram a se reunir na parte da tarde e acredita-se que um escrutínio tenha ocorrido sem que fumaça alguma fosse expelida. Na última votação do dia, eles chegaram a um consenso.
Renúncia de Bento XVI
Após cerca de oito anos de papado, Bento XVI surpreendeu o mundo na manhã do dia 11 de fevereiro e anunciou durante um encontro rotineiro com os cardeais que estava renunciando ao posto e deixaria o comando da Igreja Católica no dia 28 de fevereiro. A primeira vez que um papa abandonou o cargo em 600 anos. Joseph Ratzinger alegou que sua "idade avançada" já não lhe permitia exercer suas funções adequadamente. 
Ao deixar o posto de papa, Bento XVI se transferiu para a residência papal de verão em Castel Gandolfo no dia 28, onde está até o presente momento aguardando pela reforma de um apartamento no Vaticano que deve lhe servir de moradia no futuro. A partir de sua renúncia, ele passou a ser conhecido Papa Emérito Bento XVI. 
Após a renúncia ser oficializada, o Colégio Cardinalício iniciou um processo de deliberações que culminou com a convocação do Conclave papal para o dia 12 de março.
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Que estamos fazendo com o futuro do Brasil?

Escrito por Jorge LordelloTer, 16 de Agosto de 2011 03:06
Atenção, abrir em uma nova janela. PDFImprimirE-mail
"Hoje é o dia mais triste da minha vida, pois cheguei à conclusão que não tenho futuro. Ninguém zela por mim, não recebi orientação alguma e minha presença causa repulsa na sociedade.
Ao perambular esta manha, fixei meus olhos numa cena magnífica. Vi uma mãe saindo de casa com seu filhinho todo arrumado, sapatos novos, roupa bem passada carregando nas costas uma mochila de couro repleta de livros e uma farta merenda. A mulher olhou-me com total desprezo e segurou o braço da criança para que ele não me tocasse. Será que eu poderia contagiar o filho dela de alguma forma? Ela entrou no reluzente carro e perdeu-se no transito louco da cidade, como se perdem sempre todos os meus sonhos. Naquele momento, só e abandonado fiz a seguinte pergunta, sem resposta: ”Que diferença existe entre eu e aquele garoto?". Temos mais ou menos a mesma idade, nascemos na mesma pátria. Por outro lado, enquanto ele joga futebol com bolas coloridas eu chuto pedras; ele dorme agasalhado em uma cama macia e eu deito no chão sobre jornais velhos; ele tem comida gostosa e variada e eu tenho que procurar algo nas latas do lixo; ele vai ao colégio para aprender a ler e escrever enquanto eu vivo nas ruas e só me ensinam a roubar e a me defender. não são só essas, por acaso, nossas diferenças? Será que é culpa minha? Será que sou culpado por ter nascido?
O mundo exige um sorriso, mas não tive a felicidade de conhecer meu pai e minha mãe, coitada, é uma mulher sofrida e ignorante. Não fui eu que decidi não ir á escola e também não é minha culpa, não ter casa para morar e nem comida para me alimentar. Alguém resolveu assim e eu nem sei quem foi. Não posso reivindicar nada, pois a minha ignorância nem permite isso. Não posso sair desta situação sozinho porque sou incapaz de fazê-lo sem uma generosa ajuda. Ninguém coopera comigo, muito pelo contrario, me desprezam. Então, como nada é feito, cada vez se acentua mais a diferença entre mim e o menino que levavas pela mão.
No futuro ele será como você. Uma pessoa de bem e respeitada pela sociedade. E eu? Serei um reles vagabundo, talvez um ladrão que caminha sempre em direção ao cárcere. É até possível que, dentro de alguns anos, o menino que a mãe segura com tanto carinho e eu, voltemos a nos encontrar. Ele como Juiz de Direito e eu como delinqüente. Ele terá como dever purificar a sociedade de tipos como eu e eu para cumprir o meu desgraçado destino. Ele para julgar os meus atos e eu para padecê-los.
Como posso ser condenado ao cárcere, quando jamais tive uma escola para freqüentar? Será que tudo isso é justo? Amigo, não peço a tua mão, pois ela é do teu filho; nem a roupa, nem a cama, nem o livro e nem a comida que só a ele pertence. Somente te peço que quando encontrares na rua, sujo, esfarrapado e abandonado, grave a minha imagem em tua mente e, se sobrar um minuto na tua atribulada vida, meditas amigo..., meditas... Como podes me salvar, ajudar, cooperar? Sem indiferença, com certeza, poderemos fazer alguma coisa".
Essa carta foi encontrada no bolso da calca de um menino de 13 anos, que cometeu suicídio. Ele não tinha documentos. Foi enterrado como indigente.
Um filosofo disse a milhares de anos: "As crianças são como os espelhos. Quando estão em presença do amor, elas o refletem. Quando o amor está ausente, elas nada tem para mostrar".
Por volta de 1955, em uma cidadezinha do interior, um jovem de apenas 19 anos, foi detido pegando melancias de uma grande fazenda. O proprietário não teve duvida, acionou a polícia e o rapaz foi colocado no cárcere. O réu foi levado ao tribunal e colocado a frente de um Juiz severo, mas respeitado por sua sabedoria. Após ouvir todas as partes, o magistrado levantou de sua cadeira e bradou: "Levante a mão, quem nunca subtraiu uma única fruta do vizinho, quando era criança". Todos os presentes silenciaram e o Juiz notou que não havia mãos levantadas. Por fim ele sentenciou: "O presente caso está encerrado".
Um empresário bem sucedido passava os fins de semana em sua linda chácara. Certo dia, o caseiro observa no final da tarde um rapaz, próximo do portão, que não tirava os olhos da propriedade. Imediatamente ele relata o ocorrido ao patrão que aciona a polícia anunciando um assalto. Rapidamente os policiais chegam e prendem o suspeito. O dono das terras agradece a ação dos policiais e pergunta ao rapaz: "O que você queria roubar?". O detido, com lágrimas nos olhos diz: "Você possui as terras, mas eu só queria ter o direito de olhar a linda paisagem".