terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Liturgia Diária - Terça-feira 03/01/2017

RELIGIÃO LITURGIA DIÁRIA

TEMPO DO NATAL (Branco, Prefácio do Natal – Ofício da II Semana)

Antífona de Entrada
Bendito o que vem em nome do Senhor: Deus é o Senhor, ele nos ilumina (Sl 117,26s)
Oração do dia
Ó Deus, quisestes que a humanidade do vosso Filho, nascendo da virgem Maria, não fosse submetida à humilhação do homem decaído. Concedei que, participando desta nova criação, sejamos libertados da antiga culpa. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
Leitura (1 João 2,29-3,6)Leitura da primeira carta de são João.
2 29 Se sabeis que ele é justo, sabei também que todo aquele que pratica a justiça é nascido dele.
3 1 Considerai com que amor nos amou o Pai, para que sejamos chamados filhos de Deus. E nós o somos de fato. Por isso, o mundo não nos conhece, porque não o conheceu.
2 Caríssimos, desde agora somos filhos de Deus, mas não se manifestou ainda o que havemos de ser. Sabemos que, quando isto se manifestar, seremos semelhantes a Deus, porquanto o veremos como ele é.
3 E todo aquele que nele tem esta esperança torna-se puro, como ele é puro.
4 Todo aquele que peca transgride a lei, porque o pecado é transgressão da lei.
5 Sabeis que (Jesus) apareceu para tirar os pecados, e que nele não há pecado.
6 Todo aquele que permanece nele não peca; e todo o que peca não o viu, nem o conheceu.
Palavra do Senhor.
Salmo Responsorial 97/98
Os confins do universo contemplaram
a salvação do nosso Deus.

Cantai ao Senhor Deus um canto novo,
porque ele fez prodígios!
Sua mão e o seu braço forte e santo
alcançaram-lhe a vitória.

Os confins do universo contemplaram
a salvação do nosso Deus.
Aclamai o Senhor Deus, ó terra inteira,
alegrai-vos e exultai!

Cantai salmos ao Senhor ao som da harpa
e da cítara suave!
Aclamai, com os clarins e as trombetas,
ao Senhor, o nosso rei!
Evangelho (João 1,29-34)
Aleluia, aleluia, aleluia. 
A Palavra se fez carne, entre nós ela habitou; e todos os que a acolheram, de Deus filhos se tornaram (Jo 1,14.12). 
 
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João.
1 29 No dia seguinte, João viu Jesus que vinha a ele e disse: “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.
30 É este de quem eu disse: ‘Depois de mim virá um homem, que me é superior, porque existe antes de mim’.
31 Eu não o conhecia, mas, se vim batizar em água, é para que ele se torne conhecido em Israel.
32 (João havia declarado: Vi o Espírito descer do céu em forma de uma pomba e repousar sobre ele.)
33 Eu não o conhecia, mas aquele que me mandou batizar em água disse-me: Sobre quem vires descer e repousar o Espírito, este é quem batiza no Espírito Santo.
34 Eu o vi e dou testemunho de que ele é o Filho de Deus”.
Palavra da Salvação. 
Comentário ao Evangelho
A CONFISSÃO DE FÉ DO BATISTA
            O encontro de João Batista com Jesus possibilitou-lhe manifestar sua certeza de que realmente se tratava do Messias esperado. E mais, tornar pública sua fé.
            O Precursor reconheceu ser Jesus "o Cordeiro de Deus" cuja missão seria abolir o pecado do mundo. A expressão "Cordeiro de Deus" aludia tanto ao cordeiro pascal quanto ao Servo de Javé que, pelos sofrimentos por causa de sua fidelidade a Deus, foi comparado a um "cordeiro conduzido ao matadouro". Por um lado, a presença e a atuação de Jesus na história humana trariam a marca da libertação, sob a mão protetora de Deus, como acontecera no Egito. Por outro, toda a existência do Messias era entendida como serviço e fidelidade a Deus, numa recusa radical de pôr-se a serviço de outro senhor, mesmo devendo pagar um preço caro por sua decisão. Ambas as possibilidades estão plenamente de acordo com o que haveria de ser seu projeto de vida.
            Além disso, João Batista confessa que foi por obra de Deus que chegou a reconhecer Jesus como o Messias. E isto se deu por ocasião do batismo do Mestre, quando o Espírito Santo pairou sobre ele.
            A fé do Precursor consistiu, também, em reconhecer Jesus como "o Filho de Deus". Portanto, um Messias para além das tradicionais expectativas messiânicas.

Oração
Espírito que nos predispõe à fé, ilumina minha mente para que eu possa reconhecer Jesus como Filho de Deus, vindo ao mundo para livrá-lo do pecado.

(O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado neste Portal a cada mês).
Sobre as Oferendas
Acolhei, ó Deus, nós vos pedimos, as oferendas do vosso povo, para que alcancemos nos celestes sacramentos o que professamos por nossa fé. Por Cristo, nosso Senhor.
Antífona da Comunhão
Pela grande caridade com que nos amou, Deus nos mandou o seu filho numa carne semelhante à do pecado (Ef 2,4; Rm 8,3).
Depois da Comunhão
Ó Deus, que pela participação neste sacramento entrais em comunhão conosco, fazei que sua graça frutifique em nós e possamos conformar nossa vida aos dons que recebemos. Por Cristo, nosso Senhor.

MEMÓRIA FACULTATIVA

SANTÍSSIMO NOME DE JESUS (Branco – Ofício da Memória)

Oração do Dia
Nós vos pedimos, ó Deus, ao venerarmos o santo nome de Jesus, que, saboreando na terra a sua doçura, gozemos no céu a eterna alegria. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
Sobre as Oferendas
Acolhei, ó Pai todo-poderoso, estas oferendas que vos apresentamos em nome do vosso filho; confiando em sua promessa, estamos certos de obter o que pedimos. Por Cristo, nosso Senhor.
Depois da Comunhão
Concedei-nos, ó Deus, venerar dignamente, neste santos mistérios, Jesus, o Senhor, para que a seu nome todo joelho se dobre e a humanidade encontre nele a salvação. Por Cristo, nosso Senhor.

sábado, 19 de novembro de 2016

RELIGIÃO LITURGIA DIÁRIA Dia 19 de Novembro - Sábado

SANTOS ROQUE, AFONSO E JOÃO PRESBÍTEROS E MÁRTIRES (Vermelho, Prefácio Comum dos Mártires – Ofício da Memória)
Antífona de Entrada
Por amor de Cristo, o sangue dos mártires foi derramado na terra. Por isso, sua recompensa é eterna.
Oração do dia
Senhor, que a vossa palavra cresça nas terras onde os vossos mártires a semearam e seja multiplicada em frutos de justiça e de paz. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
Leitura (Apocalipse 11,4-12)
Leitura do livro do Apocalipse de são João.
Disseram a mim: 11 4 “São eles as duas oliveiras e os dois candelabros que se mantêm diante do Senhor da terra.
5 Se alguém lhes quiser causar dano, sairá fogo de suas bocas e devorará os inimigos. Com efeito, se alguém os quiser ferir, cumpre que assim seja morto.
6 Esses homens têm o poder de fechar o céu para que não caia chuva durante os dias de sua profecia; têm poder sobre as águas, para transformá-las em sangue, e de ferir a terra, sempre que quiserem, com toda sorte de flagelos.
7 Mas, depois de terem terminado integralmente o seu testemunho, a Fera que sobe do abismo lhes fará guerra, os vencerá e os matará.
8 Seus cadáveres (jazerão) na rua da grande cidade que se chama espiritualmente Sodoma e Egito (onde o seu Senhor foi crucificado).
9 Muitos dentre os povos, tribos, línguas e nações virão para vê-los por três dias e meio, e não permitirão que sejam sepultados.
10 Os habitantes da terra alegrar-se-ão por causa deles, felicitar-se-ão mutuamente e mandarão presentes uns aos outros, porque esses dois profetas tinham sido seu tormento”.
11 Mas, depois de três dias e meio, um sopro de vida, vindo de Deus, os penetrou. Puseram-se de pé e grande terror caiu sobre aqueles que os viam.
12 Ouviram uma forte voz do céu que dizia: “Subi aqui!” Subiram então para o céu numa nuvem, enquanto os seus inimigos os olhavam.
Palavra do Senhor.
Salmo Responsorial 143/144
Bendito seja o Senhor, meu rochedo! 

Bendito seja o Senhor, meu rochedo,
que adestrou minhas mãos para a luta,
e os meus dedos treinou para a guerra!

Ele é meu amor, meu refúgio,
libertador, fortaleza e abrigo;
é meu escudo: é nele que espero,
ele submete as nações a meus pés.

Um canto novo, meu Deus, vou cantar-vos,
nas dez cordas da harpa louvar-vos,
a vós que dais a vitória aos reis
e salvais vosso servo Davi.
Evangelho (Lucas 20,27-40)
Aleluia, aleluia, aleluia.
Jesus Cristo salvador destruiu o mal e a morte; fez brilhar pelo evangelho a luz e a vida imperecíveis (2Tm 1,10).

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.
Naquele tempo, 20 27 alguns saduceus - que negam a ressurreição - aproximaram-se de Jesus e perguntaram-lhe:
28 "Mestre, Moisés prescreveu-nos: Se alguém morrer e deixar mulher, mas não deixar filhos, case-se com ela o irmão dele, e dê descendência a seu irmão.
29 Ora, havia sete irmãos, o primeiro dos quais tomou uma mulher, mas morreu sem filhos.
30 Casou-se com ela o segundo, mas também ele morreu sem filhos.
31 Casou-se depois com ela o terceiro. E assim sucessivamente todos os sete, que morreram sem deixar filhos.
32 Por fim, morreu também a mulher.
33 Na ressurreição, de qual deles será a mulher? Porque os sete a tiveram por mulher".
34 Jesus respondeu: "Os filhos deste mundo casam-se e dão-se em casamento,
35 mas os que serão julgados dignos do século futuro e da ressurreição dos mortos não terão mulher nem marido.
36 Eles jamais poderão morrer, porque são iguais aos anjos e são filhos de Deus, porque são ressuscitados.
37 Por outra parte, que os mortos hão de ressuscitar é o que Moisés revelou na passagem da sarça ardente, chamando ao Senhor: Deus de Abraão, Deus de Isaac, Deus de Jacó .
38 Ora, Deus não é Deus dos mortos, mas dos vivos; porque todos vivem para ele".
39 Alguns dos escribas disseram, então: "Mestre, falaste bem".
40 E já não se atreviam a fazer-lhe pergunta alguma.
Palavra da Salvação.
Comentário ao Evangelho
QUESTÃO MAL COLOCADA
             A questão levantada pelos saduceus visava fazer Jesus passar por tolo. Eles pensavam enredá-lo numa pergunta impossível de ser respondida e, assim, acusá-lo de pregar uma doutrina sem fundamento. Com isso, queriam desautorizá-lo como Mestre.
            Os saduceus formavam a casta sacerdotal de Jerusalém. Controlavam as atividades do templo, especialmente a enorme circulação de dinheiro, e o comércio. Aliaram-se aos dominadores romanos como forma de garantir seus benesses. Quanto à moral, eram relaxados; quanto à religião, conservadores. Aceitavam como divinos e inspirados apenas a Torá, os cinco primeiros livros da Bíblia. A história matrimonial que forjaram baseava-se na chamada Lei do Levirato, prescrita pelo Deuteronômio.
            Para acompanhar a resposta de Jesus, seus interlocutores deveriam refletir, tendo como referencial um esquema teológico ao qual não estavam acostumados. Deviam superar a idéia de que a procriação humana continua no Céu, onde as pessoas vivem numa felicidade perfeita, sem as vicissitudes humanas. Deviam ler com mais atenção a parte da Bíblia à qual estavam apegados e verificar que ela fala de um Deus de vivos e não de mortos. Deviam deixar de lado um modo de pensar falso e sofisticado, sem fundamento. Pois, se Deus vive e é Deus dos vivos, aqueles aos quais ele ama haverão de viver, igualmente, para sempre. Tal é o fundamento da ressurreição dos mortos.

Oração
Pai, és Deus da vida e Deus dos vivos, e queres todos os seres humanos em comunhão contigo para sempre. Ajuda-me a viver, já nesta vida, esta comunhão eterna.

(O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado neste Portal a cada mês)
Sobre as Oferendas
Com alegria, Senhor, nós vos oferecemos os frutos da terra, a fim de que, pelo sacrifício que vosso filho ofereceu por todos, nos concedais a bênção e a santidade. Por Cristo, nosso Senhor.
Antífona da Comunhão
Fostes vós que permanecestes comigo nas minhas tribulações. E eu disponho do reino para vós, diz o Senhor. No meu reino comereis e bebereis à minha mesa (Lc 22,28ss).
Depois da Comunhão
Senhor, que os vossos fiéis vivam na fé e na caridade, pois repartem com os irmãos o pão da vida, e, até a vossa vinda, bebam o cálice da salvação. Por Cristo, nosso Senhor.

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

RELIGIÃO LITURGIA DIÁRIA Dia 18 de Novembro - Sexta-feira

XXXIII SEMANA DO TEMPO COMUM (Verde – Ofício do Dia)

Antífona de Entrada
Meus pensamentos são de paz e não de aflição, diz o Senhor. Vós me invocareis, e hei de escutar-vos, e vos trarei de vosso cativeiro, de onde estiverdes (Jr 29,11s.14).
Oração do dia
Senhor nosso Deus, fazei que a nossa alegria consista em vos servir de todo o coração, pois só teremos felicidade completa servindo a vós, o criador de todas as coisas. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
Leitura (Apocalipse 10,8-11)
Leitura do livro do Apocalipse de são João.
10 8 Então a voz que ouvi do céu falou-me de novo, e disse: “Vai e toma o pequeno livro aberto da mão do anjo que está em pé sobre o mar e a terra”.
9 Fui eu, pois, ter com o anjo, dizendo-lhe que me desse o pequeno livro. E ele me disse: “Toma e devora-o! Ele te será amargo nas entranhas, mas, na boca, doce como o mel”.
10 Tomei então o pequeno livro da mão do anjo e o comi. De fato, em minha boca tinha a doçura do mel, mas depois de o ter comido, amargou-me nas entranhas.
11 Então foi-me explicado: “Urge que ainda profetizes de novo a numerosas nações, povos, línguas e reis”.
Palavra do Senhor.
Salmo Responsorial 118/119
Como é doce ao paladar vossa palavra, ó Senhor!

Seguindo vossa lei me rejubilo
muito mais do que em todas as riquezas.

Minha alegria é a vossa aliança,
meus conselheiros são os vossos mandamentos.

A lei de vossa boca, para mim,
vale mais do que milhões em ouro e prata.

Como é doce ao paladar vossa palavra,
muito mais doce do que o mel na minha boca!

Vossa palavra é minha herança para sempre,
porque ela é que me alegra o coração!

Abro a boca e aspiro largamente,
pois estou ávido de vossos mandamentos.
Evangelho (Lucas 19,45-48)
Aleluia, aleluia, aleluia.
Minhas ovelhas escutam minha voz, eu as conheço e elas me seguem (Jo 10,27).

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.
19 45 Naquele tempo, Jesus entrou no templo e começou a expulsar os mercadores.
46 Disse ele: "Está escrito: A minha casa é casa de oração! Mas vós a fizestes um covil de ladrões".
47 Todos os dias ensinava no templo. Os príncipes dos sacerdotes, porém, os escribas e os chefes do povo procuravam tirar-lhe a vida.
48 Mas não sabiam como realizá-lo, porque todo o povo ficava suspenso de admiração, quando o ouvia falar.
Palavra da Salvação.
Comentário ao Evangelho
UM COVIL DE LADRÕES
            A situação em que se encontrava o templo de Jerusalém fez Jesus relembrar as palavras dos profetas do passado a respeito da sua função e da corrupção que se abateu sobre ele. O profeta Isaías havia anunciado a finalidade do templo: "casa de oração para todos os povos", por conseguinte, lugar do encontro dos filhos com o Pai, e não só de Israel mas também dos povos espalhados por toda a extensão da Terra. O profeta Jeremias, horrorizado com as abominações cometidas no espaço sagrado, comparou com um "covil de ladrões" o lugar onde o nome de Deus era invocado.
            Sendo "casa de oração" não se justificava o comércio instalado no templo, no tempo de Jesus. Seria ingênuo pensar que, por se desenvolver no recinto do templo e ter a finalidade de prestar um serviço aos peregrinos vindos de longe, o comércio aí fosse imune das mazelas próprias desta atividade. Pelo contrário, auferiam-se lucros abusivos, o ideal de serviço desaparecera dando lugar à exploração, a sacralidade do templo foi violada pelo afã de fazer comércio. Por conseguinte, o culto prestado a Deus pelos peregrinos de boa-fé desenrolava-se em meio a toda sorte de vilipêndio dos seus sentimentos mais sagrados.
            A atitude firme de Jesus, que chegou às raias da indignação, justifica-se pelo seu empenho de recuperar a verdadeira imagem de Deus, da antiga tradição teológica de Israel, e o verdadeiro sentido do espaço sagrado: ser lugar de oração.

Oração
Pai, dá-me a mesma coragem de teu Filho Jesus para combater toda sorte de aviltamento que se abate sobre teu templo santo, a pessoa humana.

(O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado neste Portal a cada mês)
Sobre as Oferendas
Concedei, Senhor nosso Deus, que a oferenda colocada sob o vosso olhar nos alcance a graça de vos servir e a recompensa de uma eternidade feliz. Por Cristo, nosso Senhor.
Antífona da Comunhão
Para mim só há um bem: é estar com Deus, é colocar o meu refúgio no Senhor (Sl 72,28).
Depois da Comunhão
Tendo recebido em comunhão o Corpo e o Sangue do vosso Filho, concedei, ó Deus, possa esta eucaristia, que ele mandou celebrar em sua memória, fazer-nos crescer em caridade. Por Cristo, nosso Senhor.

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

RELIGIÃO LITURGIA DIÁRIA - Dia 17 de Novembro - Quinta-feira

SANTA ISABEL DA HUNGRIA ESPOSA E RELIGIOSA (Branco, Prefácio Comum ou dos Santos – Ofício da Memória)

Antífona de Entrada
Vinde, benditos de meu Pai, diz o Senhor: eu estava doente e me visitastes. Em verdade vos digo, tudo o que fizestes ao menor dos meus irmãos foi a mim que o fizestes (Mt 25, 34.36.40).
Oração do dia
Ó Deus, que destes a santa Isabel da Hungria reconhecer e venerar o Cristo nos pobres, concedei-nos, por sua intercessão, servir os pobres e aflitos com incansável caridade. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
Leitura (Apocalipse 5,1-10)
Leitura do livro do Apocalipse de livro de são João.
5 1 Eu vi também, na mão direita do que estava assentado no trono, um livro escrito por dentro e por fora, selado com sete selos.
2 Vi então um anjo vigoroso, que clamava em alta voz: “Quem é digno de abrir o livro e desatar os seus selos?”
3 Mas ninguém, nem no céu, nem na terra, nem debaixo da terra, podia abrir o livro ou examiná-lo.
4 Eu chorava muito, porque ninguém fora achado digno de abrir o livro e examiná-lo.
5 Então um dos Anciãos me falou: “Não chores! O Leão da tribo de Judá, o descendente de Davi achou meio de abrir o livro e os sete selos”.
6 Eu vi no meio do trono, dos quatro Animais e no meio dos Anciãos um Cordeiro de pé, como que imolado. Tinha ele sete chifres e sete olhos (que são os sete Espíritos de Deus, enviados por toda a terra).
7 Veio e recebeu o livro da mão direita do que se assentava no trono.
8 Quando recebeu o livro, os quatro Animais e os vinte e quatro Anciãos prostraram-se diante do Cordeiro, tendo cada um uma cítara e taças de ouro cheias de perfume (que são as orações dos santos).
9 Cantavam um cântico novo, dizendo: “Tu és digno de receber o livro e de abrir-lhe os selos, porque foste imolado e resgataste para Deus, ao preço de teu sangue, homens de toda tribo, língua, povo e raça;
10 e deles fizeste para nosso Deus um reino de sacerdotes, que reinam sobre a terra”.
Palavra do Senhor.
Salmo Responsorial 149
Fizestes de nós, para Deus, sacerdotes e povo de reis.
 
Cantai ao Senhor Deus um canto novo,
e o seu louvor na assembléia dos fiéis!
Alegre-se Israel em quem o fez,
e Sião se rejubile no seu Rei!

Com danças glorifiquem o seu nome,
toquem harpa e tambor em sua honra!
Porque, de fato, o Senhor ama seu povo
e coroa com vitória os seus humildes.

Exultem os fiéis por sua glória,
e cantando se levantem de seus leitos,
com louvores do Senhor em sua boca;
eis a glória para todos os seus santos.
Evangelho (Lucas 19,41-44)
Aleluia, aleluia, aleluia.
Oxalá ouvísseis hoje a sua voz: não fecheis os corações como em Meriba! (Sl 94,8).

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.
Naquele tempo, 19 41 aproximando-se ainda mais, Jesus contemplou Jerusalém e chorou sobre ela, dizendo:
42 “Oh! Se também tu, ao menos neste dia que te é dado, conhecesses o que te pode trazer a paz! Mas não, isso está oculto aos teus olhos.
43 Virão sobre ti dias em que os teus inimigos te cercarão de trincheiras, te sitiarão e te apertarão de todos os lados;
44 destruir-te-ão a ti e a teus filhos que estiverem dentro de ti, e não deixarão em ti pedra sobre pedra, porque não conheceste o tempo em que foste visitada”.
Palavra da Salvação.
Comentário ao Evangelho
REVIVENDO AS AMEAÇAS PROFÉTICAS
            As duras palavras de Jesus contra Jerusalém, cidade pecadora cuja vocação era a de ser Cidade Santa, fazia eco à pregação dos antigos profetas de Israel. Seu choro sobre a cidade, mais que com lágrimas, com soluços e gritos, como sugere o termo grego, é um claro indício da gravidade da situação.
            O profeta Isaías, falando da visita do Senhor a Jerusalém, refere-se à tristeza e à lamentação que se abaterão sobre a cidade ao ser entrincheirada por uma multidão de inimigos, numerosos "como poeira fina ou como a palha que voa".  Miquéias proclamou que Sião seria como um campo lavrado; Jerusalém tornar-se-ia um monte de escombros, e a esplanada do Templo, uma colina coberta de mato. Tudo isto por não ter dado ouvido aos apelos de Deus. O profeta Jeremias anunciou que seria declarada contra Jerusalém uma guerra santa, de modo que ela sucumbiria diante da pressão dos inimigos. Uma grande nação levantar-se-ia dos confins da Terra para punir a cidade infiel.
            Entretanto, as palavras proféticas caíram no vazio. O povo não lhes deu atenção.
            A visita a Jerusalém foi a derradeira chance que Jesus lhe ofereceu para se converter. Se tivesse usado o bom senso, teria obtido a salvação. Mas como se manteve obstinada no seu pecado, só lhe restava preparar-se para o castigo iminente. Sua dureza de coração fez com que os desígnios de Deus se mantivessem ocultos para ela.

Oração
Pai, dá-me o bom senso de acolher a salvação que me ofereces em teu Filho Jesus,. Desta forma, não incorrerei em castigo semelhante ao que se abateu sobre a Cidade Santa.

(O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado neste Portal a cada mês)
Sobre as Oferendas
Recebei, ó Pai, os dons do vosso povo, para que, recordando a imensa misericórdia do vosso filho, sejamos confirmados no amor a Deus e ao próximo, a exemplo dos vossos santos. Por Cristo, nosso Senhor.
Antífona da Comunhão
Não há maior prova de amor que dar a vida pelos amigos (Jo 15,13).
Depois da Comunhão
Tendo participado com alegria do banquete da salvação, nós vos pedimos, ó Pai, que imitando a caridade de santa Isabel da Hungria, participemos com ela da vossa glória. Por Cristo, nosso Senhor.

terça-feira, 7 de junho de 2016

Liturgia Diária - 7 de junho de 2016

EVANGELHO DO DIA

Mateus 5,13-16

Aleluia, aleluia, aleluia.
Vós sois a luz do mundo; brilhe a todos vossa luz. Vendo eles vossas obras, dêem glória ao Pai celeste! (Mt 5,16)

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.
5 13 Disse Jesus: “Vós sois o sal da terra. Se o sal perde o sabor, com que lhe será restituído o sabor? Para nada mais serve senão para ser lançado fora e calcado pelos homens.
14 Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade situada sobre uma montanha
15 nem se acende uma luz para colocá-la debaixo do alqueire, mas sim para colocá-la sobre o candeeiro, a fim de que brilhe a todos os que estão em casa.
16 Assim, brilhe vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem vosso Pai que está nos céus”.
Palavra da Salvação.
Comentário do Evangelho
A AÇÃO EFICAZ DO DISCÍPULO
            A presença do discípulo do Reino, no mundo, foi descrita por Jesus com duas imagens, a do sal e a luz. O sal evoca o poder de prevenir contra a corrupção e a podridão e de conservar intatos os alimentos. O discípulo atua como sal da terra quando, com o seu testemunho de vida, cuida para que os valores do anti-Reino não corrompam a humanidade. Sua ação tem a força de impedir a infestação da injustiça e do pecado, mantendo a justiça e o amor como os elementos característicos da convivência humana. Se o discípulo do Reino não age com firmeza destemida, o mundo corre o risco de perder-se. É sua tarefa salvá-lo fazendo-o permeável à presença do Reino.
            A luz, por sua vez, contrapõe-se às trevas e à escuridão, nas quais é impossível o ser humano caminhar. A presença do discípulo do Reino deveria poder propiciar a quem se encontra nas trevas do erro e da maldade vislumbrar uma nova perspectiva de vida. Quem caminha na escuridão está fadado a cair e perder o rumo da vida. A ajuda do discípulo do Reino poderia ser para ele de grande valia. Sendo portador da luz da esperança e da verdade, torna-se capaz de socorrer os errantes e colocá-los no bom caminho.
            A eficácia do sal depende do dissolver-se na terra e a da luz do colocar-se no lugar conveniente. O discípulo do Reino não hesita em fazer esta dupla escolha.
 
 
Leitura
1 Reis 17,7-16 
17 7 Passado algum tempo, secou-se a torrente, porque não chovia mais na terra.
8 Então o Senhor disse-lhe:
9 “Vai para Sarepta de Sidon e fixa-te ali: ordenei a uma viúva desse lugar que te sustente”.
10 Elias pôs-se a caminho para Sarepta. Chegando à porta da cidade, viu uma viúva que ajuntava lenha. Chamou-a e disse-lhe: “Por favor, vai buscar-me um pouco de água numa vasilha para que eu beba”.
11 E indo ela buscar-lhe a água, gritou-lhe Elias: “Traze-me também um pedaço de pão”.
12 “Pela vida de Deus”, respondeu a mulher, “não tenho pão cozido: só tenho um punhado de farinha na panela e um pouco de óleo na ânfora; estava justamente apanhando dois pedaços de lenha para preparar esse resto para mim e meu filho, a fim de o comermos, e depois morrermos”.
13 Elias replicou: “Não temas; volta e faze como disseste; mas prepara-me antes com isso um pãozinho, e traze-mo; depois prepararás o resto para ti e teu filho.
14 Porque eis o que diz o Senhor, Deus de Israel: a farinha que está na panela não se acabará, e a ânfora de azeite não se esvaziará, até o dia em que o Senhor fizer chover sobre a face da terra”.
15 A mulher foi e fez o que disse Elias. Durante muito tempo ela teve o que comer, e a sua casa, e Elias.
16 A farinha não se acabou na panela nem se esgotou o óleo da ânfora, como o Senhor o tinha dito pela boca de Elias.
Palavra do Senhor.

Salmo 4

Sobre nós fazei brilhar o esplendor da vossa face!

Quando eu chamo, respondei-me, ó meu Deus, minha justiça!
Vós que soubestes aliviar-me nos momentos de aflição,
atendei-me por piedade e escutai minha oração!
Filhos dos homens, até quando fechareis o coração?
Por que amais a ilusão e procurais a falsidade?

Compreendei que nosso Deus faz maravilhas por seu servo
que o Senhor me ouvirá quando lhe faço a minha prece!
Se ficardes revoltados, não pequeis por vossa ira;
meditai nos vossos leitos e calai o coração!

Muitos há que se perguntam: “Quem nos dá felicidade?”
Sobre nós fazei brilhar o esplendor de vossa face!
Vós me destes, ó Senhor, mais alegria ao coração
do que a outros na fartura do seu trigo e vinho novo.

Oração
Ó Deus, fonte de todo bem, atendei ao nosso apelo e fazei-nos, por vossa inspiração, pensar o que é certo e realizá-lo com vossa ajuda. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

segunda-feira, 6 de junho de 2016

Liturgia Diária - 06 de junho de 2016

 EVANGELHO DO DIA

Mateus, 5,1-12

Aleluia, aleluia, aleluia.
Alegrai-vos, vós todos, porque grande há de ser a recompensa nos céus que um dia tereis! (Mt 5,12)
 
Proclamação do evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.
5 1 Vendo aquelas multidões, Jesus subiu à montanha. Sentou-se e seus discípulos aproximaram-se dele.
2 Então abriu a boca e lhes ensinava, dizendo:
3 “Bem-aventurados os que têm um coração de pobre, porque deles é o Reino dos céus!
4 Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados!
5 Bem-aventurados os mansos, porque possuirão a terra!
6 Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados!
7 Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia!
8 Bem-aventurados os puros de coração, porque verão Deus!
9 Bem-aventurados os pacíficos, porque serão chamados filhos de Deus!
10 Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos céus!
11 Bem-aventurados sereis quando vos caluniarem, quando vos perseguirem e disserem falsamente todo o mal contra vós por causa de mim.
12 Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus, pois assim perseguiram os profetas que vieram antes de vós”.
Palavra da salvação.
 
Comentário do Evangelho
OS BEM-AVENTUDADOS
            O Reino anunciado por Jesus subverte a ordem social mundana e aponta para a nova ordem querida por Deus. Tem precedência no Reino quem é vítima da marginalização, da opressão, é indefeso e não tem como defender seus direitos. E também quem tem compaixão do próximo, é sincero e transparente no seu agir, busca a prosperidade e o bem estar para todos sem exceção e adere à justiça a ponto de ser perseguido por causa de sua opção.
            A condição de bem-aventurado do Reino provém de duas situações distintas. A primeira diz respeito à ação perversa do mundo contra determinadas categorias sociais, privadas de seus direitos mais elementares e reduzidas à condição de joguete nas mãos de pessoas inescrupulosas. Neste caso, não importa se a pessoa tem ou não consciência de ser bem-aventurado. Basta que o mundo não a reconheça para que seja reconhecida por Deus. A segunda diz respeito à ação destemida dos discípulos do Reino que, remando contra as forças adversas ao Reino, dão à sua vida o rumo querido por Deus. Eles não se curvam diante das solicitações malignas do mundo, embora devendo pagar um preço alto. O Reino e seus valores é são eixo de suas vidas.
            A bem-aventurança do Reino não é procurada por si mesma. Jesus é quem declara a condição de bem-aventurado. Basta ao discípulo manter-se fiel ao projeto de Jesus.
 

 
Leitura
1 Reis 17,1-6 
Leitura do livro dos Reis.
17 1 Elias, o tesbita, um habitante de Galaad, veio dizer a Acab: “Pela vida do Senhor, Deus de Israel, a quem sirvo, não haverá nestes anos orvalho nem chuva, senão quando eu o disser”.
2 Em seguida, a palavra do Senhor foi-lhe dirigida nestes termos:
3 “Vai-te daqui; retira-te para as bandas do oriente e vai esconder-te na torrente de Carit, que está defronte do Jordão.
4 Beberás da torrente, e ordenei aos corvos que te alimentem”.
5 Elias partiu, pois, segundo a palavra do Senhor, e estabeleceu-se junto à torrente de Carit, defronte do Jordão.
6 Os corvos traziam-lhe pão e carne, pela manhã e pela tarde, e ele bebia a água da torrente.
Palavra do Senhor.
Salmo 120/121

Do Senhor é que me vem o meu socorro,
do Senhor que fez o céu e fez a terra!

Eu levanto os meus olhos para os montes:
de onde pode vir o meu socorro?
“Do Senhor é que me vem o meu socorro,
do Senhor que fez o céu e fez a terra!”

Ele não deixa tropeçarem os meus pés,
E não dorme quem te guarda e te vigia.
Oh, não! Ele não dorme nem cochila,
aquele que é o guarda de Israel!

O Senhor é o teu guarda, o teu vigia,
é uma sobra protetora à tua direita.
Não vai ferir-te o sol durante o dia,
nem a lua através de toda a noite.

O Senhor te guardará de todo o mal,
ele mesmo vai cuidar da tua vida!
Deus te guarda na partida e na chegada.
Ele te guarda desde agora e para sempre!
Oração
Ó Deus, fonte de todo bem, atendei ao nosso apelo e fazei-nos, por vossa inspiração, pensar o que é certo e realizá-lo com vossa ajuda. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Religião Liturgia Diária - Dia 1º de Fevereiro - Segunda-feira

IV SEMANA DO TEMPO COMUM (Verde – Ofício do Dia)

Antífona de entrada:
Salvai-nos, Senhor nosso Deus, reuni vossos filhos dispersos pelo mundo, para que celebremos o vosso santo nome nos gloriemos em vosso louvor (Sl 105,47)
Oração do dia
Concedei-nos, Senhor nosso Deus, adorar-vos de todo o coração e amar todas as pessoas com verdadeira caridade. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
Leitura (2 Samuel 15,13-14.30; 16,5-13)
Leitura do segundo livro de Samuel.
15 13 Vieram então anunciar a Davi: “Os israelitas aderem a Absalão!”
14 Davi disse então a todos os que estavam com ele em Jerusalém: “Vamos, fujamos, porque não podemos de outro modo escapar a Absalão! Apressai-vos e parti, não suceda que ele nos surpreenda de repente, e nos inflija a ruína, passando a cidade ao fio da espada”.
30 Davi subiu chorando o monte das Oliveiras, cabeça coberta e descalço. Todo o povo que o acompanhava subia também chorando, com a cabeça coberta.
16 5 Quando o rei chegou a Baurim, apareceu um homem da família da casa de Saul, chamado Semei, filho de Gera, o qual ia proferindo maldições enquanto andava.
6 Atirava pedras contra o rei Davi e contra todos os seus servos, embora todo o exército e todos os guerreiros valentes se encontrassem à direita e à esquerda do rei.
7 E o amaldiçoava, dizendo: “Vai-te, vai-te embora, homem sanguinário e celerado.
8 O Senhor faz cair sobre ti todo o sangue da casa de Saul, cujo trono usurpaste; o Senhor entregou o reino ao teu filho Absalão. Eis-te oprimido de males, homem sanguinário que és!”
9 Então Abisai, filho de Sarvia, disse ao rei: “Por que insulta esse cão morto ao rei, meu senhor? Deixa-me passar, vou cortar-lhe a cabeça”.
10 “Que nos importa, filho de Sarvia?”, respondeu Davi. “Deixa-o amaldiçoar. Se o Senhor lhe ordenou que me amaldiçoasse, quem poderia dizer-lhe: ‘por que fazes isso?’”
11 E Davi disse a Abisai e à sua gente: “Vede: se meu filho, fruto de minhas entranhas, conspira contra a minha vida, quanto mais agora esse benjaminita? Deixai-o amaldiçoar, se o Senhor lho ordenou.
12 Talvez o Senhor considere a minha aflição e me dê agora bens por esses ultrajes”.
13 Davi e seus homens retomaram o seu caminho, mas Semei ia ao longo da montanha, ao lado dele, vomitando injúrias, atirando-lhe pedras e espalhando poeira pelo ar.
Palavra do Senhor.
Salmo responsorial 3
Levantai-vos, ó Senhor, vinde salvar-me! 

Quão numerosos, ó Senhor, os que me atacam;
quanta gente se levanta contra mim!
Muitos dizem, comentando a meu respeito:
“Ele não acha a salvação junto de Deus!”

Mas sois vós o meu escudo protetor,
a minha glória que levanta a minha cabeça!
Quando eu chamei em alta voz pelo Senhor,
do monte santo ele me ouviu e respondeu.

Eu deito e adormeço bem tranqüilo;
acordo em paz, pois o Senhor é meu sustento.
Não terei medo de milhares que me cerquem
e, furiosos, se levantem contra mim.
Levantai-vos, ó Senhor, vinde salvar-me!
Evangelho (Marcos 5,1-20)
Aleluia, aleluia, aleluia.
Um grande profeta surgiu entre nós e Deus visitou o seu povo, aleluia! (Lc 7,16).

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos.
5 1 Passaram à outra margem do lago, ao território dos gerasenos.
2 Assim que saíram da barca, um homem possesso do espírito imundo saiu do cemitério
3 onde tinha seu refúgio e veio-lhe ao encontro. Não podiam atá-lo nem com cadeia, mesmo nos sepulcros,
4 pois tinha sido ligado muitas vezes com grilhões e cadeias, mas os despedaçara e ninguém o podia subjugar.
5 Sempre, dia e noite, andava pelos sepulcros e nos montes, gritando e ferindo-se com pedras.
6 Vendo Jesus de longe, correu e prostrou-se diante dele, gritando em alta voz:
7 “Que queres de mim, Jesus, Filho do Deus Altíssimo? Conjuro-te por Deus, que não me atormentes”.
8 É que Jesus lhe dizia: “Espírito imundo, sai deste homem!”
9 Perguntou-lhe Jesus: “Qual é o teu nome?” Respondeu-lhe: “Legião é o meu nome, porque somos muitos”.
10 E pediam-lhe com instância que não os lançasse fora daquela região.
11 Ora, uma grande manada de porcos andava pastando ali junto do monte.
12 E os espíritos suplicavam-lhe: “Manda-nos para os porcos, para entrarmos neles”.
13 Jesus lhos permitiu. Então os espíritos imundos, tendo saído, entraram nos porcos; e a manada, de uns dois mil, precipitou-se no mar, afogando-se.
14 Fugiram os pastores e narraram o fato na cidade e pelos arredores. Então saíram a ver o que tinha acontecido.
15 Aproximaram-se de Jesus e viram o possesso assentado, coberto com seu manto e calmo, ele que tinha sido possuído pela Legião. E o pânico apoderou-se deles.
16 As testemunhas do fato contaram-lhes como havia acontecido isso ao endemoninhado, e o caso dos porcos.
17 Começaram então a rogar-lhe que se retirasse da sua região.
18 Quando ele subia para a barca, veio o que tinha sido possesso e pediu-lhe permissão de acompanhá-lo.
19 Jesus não o admitiu, mas disse-lhe: “Vai para casa, para junto dos teus e anuncia-lhes tudo o que o Senhor fez por ti, e como se compadeceu de ti”.
20 Foi-se ele e começou a publicar, na Decápole, tudo o que Jesus lhe havia feito. E todos se admiravam.
Palavra da Salvação.
Comentário ao Evangelho
UMA MISSÃO IMPORTANTE
Escravo de uma legião de demônios, um infeliz estava levando uma vida desumana. Jesus libertou-o e o fez voltar ao convívio social. O gesto mais significativo que esse homem libertado do poder dos espíritos impuros encontrou, para expressar sua gratidão ao Mestre, foi oferecer-se para ser discípulo dele, que foi solidário com o seu sofrimento.
Jesus, porém, não aceitou este pedido. Antes, mandou o homem para casa com a missão de narrar aos familiares tudo quanto Deus realizara em seu favor, manifestando-lhe sua misericórdia.
A atitude do Mestre tem sua razão de ser. Num ambiente pagão, onde as pessoas viviam tomadas pelo medo dos espíritos demoníacos, era preciso haver alguém que fosse um sinal do poder libertador de Deus. Portanto, aquele homem recebera a importante missão de ser missionário entre os pagãos. Competia-lhe mostrar a todos que as pessoas não estão fadadas a serem escravas dos demônios, e que Deus havia enviado alguém com a tarefa de libertá-las. E esse alguém era Jesus! Seu poder superava o dos demônios, mesmo que fossem uma legião. Sua palavra, cheia de autoridade, subjugava os espíritos maus. A ele deviam recorrer todos quantos queriam libertar-se.


Oração 
Espírito de gratidão, seja minha vida um testemunho convincente da misericórdia que Deus manifestou para comigo.



(O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado neste Portal a cada mês)
Sobre as oferendas
Para vos servir, ó Deus, depositamos nossas oferendas em vosso altar; acolhei-as com bondade, a fim de que se tornem o sacramento da nossa salvação. Por Cristo, nosso Senhor.
Antífona da comunhão:
Mostrai serena a vossa face ao vosso servo e salvai-me pela vossa compaixão! (Sl 30,17s)
Depois da comunhão
Renovados pelo sacramento da nossa redenção, nós vos pedimos, ó Deus, que este alimento da salvação eterna nos faça progredir na verdadeira fé. Por Cristo, nosso Senhor.